Estatinas: do milagre ao pesadelo
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Estatinas: do milagre ao pesadelo


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As estatinas têm sido aclamadas como um medicamento milagroso para a prevenção das doenças cardiovasculares. O objectivo principal hoje em dia é baixar o colesterol a todo o custo.


O colesterol, muito à custa de estudos patrocinados pelos laboratórios farmacêuticos que produzem as estatinas, tornou-se assim o inimigo público número um.


Milhões de pessoas tomam assim estatinas, muitas vezes prescritas levianamente, esquecendo os seus efeitos secundários.





O risco de vir a ter cataratas é 10% a 20% mais elevado nas pessoas que tomam estatinas, em comparação com aquelas que não as tomam.

Num estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology, no dia 19 de setembro deste ano, os autores fizeram um estudo retrospectivo entre 2003 e 2010 em que dividiram os 46 249 doentes em dois grupos: 13 626 tinham tomado estatinas pelo menos durante mais de 90 dias e 32 623 nunca tinham tomado estatinas.

Concluem que o uso de estatinas, sobretudo na prevenção primária, aumenta o risco de cataratas e deve ser muito bem ponderado.

http://archopht.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=1739520 




O risco de doenças músculo-esqueléticas é mais elevado nas pessoas que tomam estatinas, em comparação com as que as tomam, e isto em indivíduos com actividade física regular.

O estudo foi realizado para o mesmo período que o estudo anterior e os pacientes divididos em dois grupos: o dos que tomaram pelo menos estatinas durante 90 dias e o dos que nunca tomaram estatinas.

Constataram que em indivíduos fisicamente activos, os que se encontravam medicados com estatinas tinham vindo a sofrer mais frequentemente de artropatias, lesões musculares e dores musculares.

http://archinte.jamanetwork.com/article.aspx?articleID=1691918




Numa meta-analise proveniente de 135 estudos randomizados e controlados, abrangendo 246 955 doentes, um artigo inglês publicado na revista American Heart Association chega a diversas conclusões:

Apesar dos efeitos secundários não serem muito frequentes com o uso de estatinas, e do seu uso não estar associado a um aumento do risco de cancro, a sua toma regular está associada a um maior risco de vir a desenvolver diabetes.

Quanto às várias estatinas, a sinvastatina e a pravastatina parecem serem mais bem toleradas e mais seguras.

http://circoutcomes.ahajournals.org/content/6/4/390




Quanto ao risco do aumento de diabetes provocado pela toma regular de estatinas, a revista Lancet já tinha chamado a atenção para esse facto numa meta-analise publicada em 2010, esse aumento será de  cerca de 9% em relação ao placebo, e isto sobretudo nas pessoas idosas.

http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2809%2961965-6/fulltext

http://www.fda.gov/ForConsumers/ConsumerUpdates/ucm293330.htm 




Nos doentes que já tenham tido um episódio de hemorragia cerebral, e que não tenham riscos cardíacos, a toma de estatinas reduz a esperança de vida, dado que esses doentes têm um maior risco de recidiva de hemorragia cerebral.

Com efeito, um colesterol LDL baixo aumenta o risco de hemorragia cerebral. Contudo, convém lembrar que a grande maioria de AVC são do tipo isquémico e não hemorrágico.

http://archneur.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=803126




Todos estes estudos permitem concluir que a opção pela toma de estatinas deverá ser sempre ponderada entre o benefício na prevenção de acidentes coronários e acidentes vasculares cerebrais isquémicos e os possíveis efeitos secundários.


A maioria dos estudos publicados concluí que as estatinas, e em particular a sinvastatina, reduzem em 25% o risco dos acidentes cardiovasculares, contudo, a redução dessa morbilidade não afecta a taxa de mortalidade global de todas as causas juntas.






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